Arquivos mensais: abril 2016

02abr/16

Como abrir um negócio com pouco dinheiro próprio

Você tem uma brilhante ideia de negócio. Está animado, pensa na possibilidade excitante de conseguir abrir e crescer uma empresa com suas próprias mãos. Aceita a ideia de deixar seu atual emprego, correr alguns riscos, perder um pouco de vida social por um tempo. Porém, há um obstáculo na sua frente que está te bloqueando: você não tem muito dinheiro.

O cenário acima pode descrever a vida profissional de muitas pessoas, mas o problema financeiro pode não ser um obstáculo tão grande quanto parece. Claro que todo negócio exige um investimento (uns mais que outros), mas se você pensar e planejar da maneira correta, pode conseguir ir atrás dos seus sonhos. Segundo um artigo do empreendedor Jayson DeMers, no Business Insider, há muitas maneiras de iniciar um negócio sem quase nenhum investimento pessoal.

O site dá algumas dicas para quem tem esse “probleminha” na frente. A primeira coisa que você deve fazer é estimar quanto precisará para abrir seu negócio, depois pode encontrar maneiras alternativas de financiá-lo. Não existe algo uniforme, cada negócio pode exigir diferentes investimentos, mas para começar, é legal pensar nos investimentos básicos no primeiro momento.

Coloque no papel:

– Licenças e permissões: dependendo de sua área, você pode precisar de diferentes documentações e registros para operacionalizar.

– Suprimentos: você está comprando novos materiais? Precisará de computadores ou outros dispositivos?

– Equipamentos: sua empresa necessita de máquinas especializadas ou software?

– Espaço do escritório: esta é uma despesa grande, você não poderá negligenciar coisas como internet e outros custos utilitários.

– Associações, assinaturas, sociedades: quantas publicações e afiliações você deverá assinar todo mês?

– Despesas operacionais: pesquise a fundo e não se esqueça do marketing!

– Honorários legais: já consultou um advogado para cuidar do processo de desenvolvimento do seu negócio?

– Empregados: se você não pode fazer isso sozinho, precisará de pessoas em sua folha de pagamento.

Como economizar?

1- Reduza suas necessidades
Sua primeira opção de economia é mudar seu modelo de negócio para que haja menor demanda de itens da lista acima. Por exemplo, se você planeja abrir uma empresa de personal trainers, pode começar sendo o único empregado – e depois ir aumentando conforme o lucro.

Além disso, a não ser que você necessite de espaço de escritório, poderá trabalhar em casa também; se isso não for possível, pode procurar por fontes de suprimentos mais baratos, ou cortar linhas de produção que são muito caras para este início.

2- Faça você mesmo – e devagar

Sua segunda opção para deixar o negócio mais barato é um período de “aquecimento” para seus negócios. Em vez de ir direto para um modo de negócios em pleno direito, inicie com o básico, devagar, de maneira autosustentável. Uma ideia é abrir um site para a empresa, que pode começar com um um blog para encabeçar o negócio. Se você também puder começar como um trabalhador independente, evitará um dos maiores custos iniciais (e desfrutar de uma situação fiscal mais simples).

3-  Terceirização dos custos

A terceira opção é a obtenção de financiamento de fontes externas. Há dezenas de formas potenciais de levantar capital – mesmo se você não tiver muito. Aqui são apenas algumas fontes potenciais para você:

– Amigos e família

– Investidores anjos

– Capitalistas de risco

– Crowfunding

– Subsídios do governo e empréstimos públicos

– Empréstimos de bancos

01abr/16

Arrecadação do imposto de renda da pessoa física diminui com a recessão

Como os reajustes mais recentes do Imposto de Renda (IR) ficaram abaixo da inflação, era esperado um aumento na arrecadação com o tributo. Mas a recessão econômica teve peso maior e os ganhos do governo com o imposto caíram nos últimos anos.

Entre 2014 e 2015, a base de cálculo do IR sofreu alterações bastante inferiores à alta dos preços acumulada no mesmo período.

Enquanto o escopo de cobrança do tributo subiu entre 5,23% e 6,50%, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano passado em 10,67%.

“Desde 2008, o governo vem promovendo ajustes no IR abaixo da inflação. Assim, pessoas que, antes, não tinham que pagar o imposto passaram a ser cobradas quando seus salários foram reajustados de acordo com o aumento dos preços”, explica Cristina Helena, professora de economia da ESPM.

De acordo com dados da Receita Federal (RF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fenômeno não é uma novidade. Em 2014 e 2013, por exemplo, os reajustes sobre a base de cálculo ficaram em 4,5% e o IPCA avançou 6,41% e 5,41%, respectivamente.

Entretanto, o aumento do número de pessoas que pagam o IR no Brasil não causou um crescimento da arrecadação federal com o tributo. No ano passado, R$ 164 bilhões foram obtidos pelo governo graças ao imposto, 13,8% do total administrado pela RF no período. Em 2014, o montante chegou a R$ 201 bilhões, 17,5% do total.

Segundo Helena, a queda na arrecadação tem a fraqueza da atividade econômica como principal motivo. “Normalmente, uma base tributária maior deveria ampliar o que é recebido pelo governo, mas o efeito recessivo impede que aconteça um avanço da arrecadação”, diz ela.

Descompasso

A professora também chama a atenção para a diferença entre as variações do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e do rendimento nominal em 2015. Enquanto o primeiro caiu 3,8%, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) aponta aumento de 4,1% do rendimento médio mensal no ano passado.

“A recessão significa que temos produção em queda, mas, ao mesmo tempo, os custos de produção continuam elevados com a alta dos rendimentos”, afirma Helena. Ela destaca ainda que o avanço dos salários não traz grandes benefícios para os trabalhadores por causa da inflação elevada.

Sugestão de projeto

Para tornar o sistema tributário brasileiro mais progressivo, onerando, proporcionalmente, menos os pobres e mais os ricos, o economista Bernard Appy defende que é necessário “ampliar a tributação sobre pessoa jurídica e diminuir a tributação sobre pessoa física”.

Diretor do Centro de Cidadania Fiscal, Appy diz que parte da população de alta renda no País “escapa” do pagamento de impostos por se constituir como pessoa jurídica.

De acordo com o especialista, se uma empresa contratar um advogado – pessoa física – com remuneração de R$ 30 mil por mês, empregador e funcionário vão pagar 47% desse valor em tributos.

Por outro lado, se esse mesmo advogado for registrado como sócio – pessoa jurídica – de uma empresa de lucro presumido, a contribuição pode ser reduzida a até 10% do salário do empregado, caso a empresa esteja cadastrada no Simples Nacional. Se a firma estiver fora do regime especial, a tributação ficará em 19%.

01abr/16

Faltando um mês para fim do prazo, quase 22 milhões não declararam IR

A Receita Federal informou que recebeu, até as 17h desta quinta-feira (31), 6.580.843 declarações de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2016, ano-base 2015.

 O prazo para envio começou em 1º de março e termina em 29 de abril. A expectativa da Receita é receber 28,5 milhões de declarações neste ano.

Deste modo, faltando cerca de um mês para o fim do prazo, o Fisco ainda espera receber 21,92 milhões de declarações do Imposto de Renda de 2016, ou seja, quase 22 milhões de documentos.

Os programas já liberados são apenas para uso em computadores. O aplicativo para tablets e smartphones será liberado nesta terça-feira pela Receita Federal.

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, recebem mais cedo a restituição do Imposto de Renda – caso tenham direito a ela.

Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Os valores começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes.


Quem precisa declarar
Estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.123,91 em 2015 (ano-base para a declaração do IR deste ano).

Também devem declarar os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.

A apresentação do IR é obrigatória, ainda, para quem obteve, em qualquer mês de 2015, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Multa
Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela calculado, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74.

Rascunho
O contribuinte que usou a aplicação de rascunho poderá fazer a importação dos dados para o programa de declaração do Imposto de Rendax. Quem não fez o rascunho já não poderá mais usar a aplicação.

Deduções
Quem faz a declaração simplificada tem um desconto “padrão” de 20% na renda tributável, limitado a R$ 16.754,34. Quem teve gastos dedutíveis maiores, com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar pela declaração completa.

Formas de entrega
A declaração poderá ser entregue pela internet, com o programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), online (com certificado digital), na página do próprio Fisco, ou por meio do serviço “Fazer Declaração” – para tablet e smartphone.
O serviço “Fazer Declaração” é acessado por meio do aplicativo APP IRPF, disponível nas lojas de aplicativos Google Play, para o sistema operacional Android, ou App Store, para o sistema operacional iOS.

Declaração pré-preenchida
Os contribuintes que possuem CPF eletrônico podem usar a declaração pré-preenchida, na qual os valores são apresentados para o contribuinte e ele apenas tem de confirmá-los.

Imposto a pagar
Caso o contribuinte tenha imposto a pagar em sua declaração do IR, a Receita informou que isso poderá ser dividido em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. Caso o imposto a pagar seja menor do que R$ 100, deverá ser quitado em cota única.
A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril e as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros.