Pontualidade de pagamentos das pequenas empresas diminui

Em abril, a cada mil pagamentos realizados por micro e pequenas empresas, 954 foram à vista ou com atraso máximo de sete dias (95,4%).

O estudo indica queda de 0,3% em comparação com o mês anterior, quando 957 pagamentos eram considerados pontuais (95,7%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24/05) pela Serasa Experian.

Quando o comportamento é comparado com abril de 2015, a queda se repete, uma vez que o Indicador de Pontualidade das Micro e Pequenas Empresas mostrou o mesmo número de março de 2016: 95,7% de pagamentos pontuais.

Entre os setores do grupo, o comercial apresentou o maior nível de pontualidade em abril, com 96,1%, seguido do setor de serviços (94,7%) e indústria (94,5%).

JOVENS TÊM MAIS DÍVIDAS EM ATRASO

Levantamento feito pela Serasa Experian aponta que 9,4 milhões de jovens (de 18 a 25 anos) estão com dívidas atrasadas no país. Essa parcela representa 15,7% dos mais de 60 milhões de pessoas que estão inadimplentes, segundo dados colhidos em março.

A faixa etária dos jovens foi a que mais cresceu, passando de 15,5% em dezembro de 2015 para os 15,7% de março de 2016. Em dezembro, havia 8,9 milhões de jovens com contas em atraso.

O principal motivo apontado é o aumento do desemprego neste grupo, que ficou em 24,1% no primeiro trimestre, representando alta de 6,5 pontos percentuais na desocupação em relação ao mesmo período do ano passado.

A alta dos juros e a falta de experiência em lidar com o crédito também contribuem para o crescimento da inadimplência, dizem os economistas da Serasa, em nota divulgada à imprensa.

OUTROS GRUPOS

A faixa dos 41 aos 50 anos ainda representa a maior fatia entre os endividados, com 19,1%, mesma proporção apresentada em dezembro.

Entre os grupos que aumentaram a participação no ranking de endividamento estão os mais experientes: pessoas entre 51 e 60 anos passaram de 12,7% para 12,8% dos inadimplentes e aqueles com mais de 61 anos representam hoje 12,5% dos “negativados”, ante 12,4% apontados no estudo anterior.

Fonte: 

DCI-SP